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Mais prisões e Einstein na saúde: o que Flávio disse no debate da Band

Flávio Bolsonaro detalha propostas, troca acusações com Lula e deixa questionamentos sem resposta durante debate

candidato flávio bolsonaro respondendo perguntas de Lula
Flávio Bolsonaro - (Foto: Reprodução | Youtube Band Jornalismo)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e candidato do Partido Liberal à Presidência da República, participou de um debate na noite deste domingo (18), na TV Band. O debate foi com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.

O confronto direto entre Flávio e Lula teve uma intensa troca de acusações, com poucos momentos dedicados à apresentação de propostas.

Confira os principais temas abordados pelo candidato do PL no debate:

Segurança pública

Flávio Bolsonaro defendeu a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. Ele prometeu retomar territórios dominados por facções, construir mais presídios e criar mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário.

“Eu vou recuperar cada metro, cada rua, cada bairro. Vou recuperar cada cidade, vou recuperar cada território que foi tomado do povo brasileiro. Vou atrás desses marginais com leis mais duras, com uma lei anti-facção que nós aprovamos. Os líderes dessas organizações vão ficar até 80 anos presos. Vão ser presos ou vão ser neutralizados pelas nossas polícias. No governo do Fábio Bolsonaro não vai ter ninguém passando a mão na cabeça de bandido, como tem no atual governo, que faz uma política de desencarceramento, que coloca nas ruas marginais perigosos, alegando que não tem vagas no sistema penitenciário”, afirmou.

O candidato também afirmou que pretende criar um cadastro nacional de pedófilos e defendeu um projeto de castração química de abusadores sexuais.

Saúde

Flávio disse que pretende ampliar o uso de tecnologia para agilizar o atendimento da população assistida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Afirmou que já convidou para o Ministério da Saúde Claudio Lottenberg, que presidiu o Hospital Israelita Albert Einstein, instituição privada de São Paulo.

“Quero colocar o padrão Einstein no SUS”, disse.

Sua proposta inclui a expansão da telemedicina no sistema público. Também inclui a criação de um prontuário digital único para integrar as informações das redes municipais, estaduais e federais. Assim, será possível permitir que os pacientes localizem unidades de saúde que ofereçam atendimento mais rápido.

“Aquele mesmo atendimento com tecnologia, com médicos, com hora marcada, sem fila, que tem na rede privada, eu quero levar para o SUS. Como é que eu vou fazer isso? Com base nesse prontuário único eletrônico, eu vou conectar todas as suas informações no seu CPF, da rede municipal, da rede estadual, da rede federal, da rede privada”, afirmou.

Fim da escala 6×1 

O senador, que passou a campanha eleitoral para a Presidência reforçando sua posição contrária à PEC 6×1, aprovada na última terça-feira (15), afirmou que mudou de opinião. Ele mudou após ouvir os cidadãos brasileiros.

“Eu sou uma pessoa que, se for convencida, posso melhorar a minha opinião, se isso for melhor também para os cidadãos brasileiros. E é assim que eu vou conduzir esse governo, valorizando o trabalhador”, afirmou.

O candidato, que defende a jornada flexível, estruturada, segundo ele, na ideia de que empregador e empregado devem ter liberdade para chegar a um consenso sobre as condições de trabalho, também reforçou a questão da segurança da população durante os dias de folga.

“Mas eu não quero que o seu dia de folga seja um dia de pesadelo, como está acontecendo com esse atual governo”, disse.

Flávio aproveitou para relacionar o tema à sua proposta econômica, chamada de “Plano da Prosperidade”, que defende o aumento do poder de compra dos brasileiros.

“Eu quero que você, no seu dia de folga, tenha condições, porque o seu salário permite, de ir ao mercado e encher o carrinho de compras. Você vai poder comprar comida de novo, porque, do jeito que está hoje, você sabe que não enche mais. Quero que, durante a sua folga, você tenha tranquilidade para sair na rua. Então, muito além da folga, eu quero te dar segurança, eu quero te dar acolhimento, eu quero te ajudar a sair desse sufoco que esse atual governo colocou em você”, disse ele no debate.

+Fim da escala 6×1: veja quando começam as mudanças na jornada de trabalho

Perguntas não respondidas

O candidato do PL não respondeu diversas perguntas feitas durante o debate:

  • Economia: Quais são os cortes que Flávio pretende fazer para economizar R$ 200 bilhões no orçamento público?
  • Licença-maternidade: Por que Flávio votou contra a ampliação da licença-maternidade, em 2009, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro? 
  • Dark Horse: Como foram usados os R$ 134 milhões pedidos por Flávio para a produção do filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro?
  • Patrimônio: Como foi financiada a compra da casa em que Flávio mora em Brasília, avaliada em R$10 milhões?
  • Segurança pública: Por que defendeu, como advogado, o PM acusado de matar com disparos de fuzil a menina Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, na porta de casa em fevereiro de 2021, em Niterói (RJ)?
  • Balas raspadas: Por que apresentou um projeto de lei para retirar a numeração de série das cápsulas das balas usadas pelas forças de segurança brasileiras?
  • Modelo econômico: O candidato pretende adotar no Brasil o modelo econômico do presidente argentino Javier Milei?
  • Caso Marielle Franco: Por que empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a mãe e a esposa do ex-capitão da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como integrante de uma milícia e investigado por suspeitas de ligação com o assassinato da vereadora Marielle Franco?

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