O pai da bebê Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira informou, de forma pública, que Aylla, de 1 ano e meio, faleceu após atendimento na UPA Cocotá, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. O episódio ocorreu na noite de quinta-feira, 16 de abril, e a família contesta a causa da morte, além de mudanças no acompanhamento.
Aylla foi levada à UPA com queixa de dor na gengiva, que a família associou ao nascimento dos dentes, dificultando a alimentação. Segundo o pai, a filha recebeu uma injeção, permaneceu em soro e recebeu medicação via intravenosa, após o que houve piora no quadro. A família relata que não pôde acompanhar a criança até o setor onde foi levada. O atendimento ocorreu durante a tarde e noite de diagnóstico ainda não esclarecido.
A morte foi confirmada às 22h do mesmo dia pela família, que posteriormente acionou a Polícia Militar para obter informações. A hipótese inicial da UPA era infecção urinária, mas os familiares contestam, indicando que Aylla apresentava apenas sinais leves. Além disso, houve atraso na emissão da declaração de óbito e do prontuário médico pelo serviço, impedindo a perícia de apurar a causa do falecimento.
Investigação e desdobramentos
A Polícia Civil e a Fundação Saúde, responsável pela gestão das UPAs estaduais, apuram o caso. A Fundação Saúde informou que abrirá uma sindicância para esclarecer o atendimento prestado à bebê. O corpo foi liberado para enterro sem laudo médico concluído, o que gerou protesto da família durante o velório realizado no sábado, 18 de abril. A família solicita respostas e responsabilização, mantendo o tema sob investigação.
Entre na conversa da comunidade