O Tinder enfrenta queda de usuários desde 2021. Dados da Sensor Tower apontam perda de quase 15 milhões de usuários ativos mensais no período. A gestão do Match Group promete reverter o cenário até o fim do próximo ano.
O presidente-executivo do Match Group, Spencer Rascoff, assumiu o Tinder em julho passado para buscar recuperação. O objetivo é tornar o app menos masculino e aumentar a participação de mulheres na base de usuários.
A estratégia envolve novos recursos para atrair geração Z e mulheres, como encontros duplos, chamadas de vídeo e conexão por interesses. Rascoff busca equilíbrio de gênero e crescimento sustentável do app principal do grupo.
Reestruturação e metas de curto prazo
Desde a sua gestão, o Tinder tem passado por mudanças de liderança e reforço de investimento em inovação voltados ao consumidor. O objetivo declarado é reduzir o ritmo de queda e chegar a um ponto neutro até o final de 2025.
O grupo destina mais recursos a produtos e menos foco exclusivo em resultados financeiros imediatos. O Tinder deverá receber cerca de US$ 60 milhões em retornos aos usuários neste ano, acima dos US$ 15 milhões de 2025.
Comparação com a concorrência
Enquanto o Tinder tem registrado queda, o Hinge, também pertencente ao Match, apresentou crescimento. O Hinge teve receita operacional de US$ 166,3 milhões em 2025, ante US$ 74,3 milhões em 2023, segundo dados internos.
O Tinder ainda representa a maior fatia de receita do Match Group, mas o desempenho caiu de US$ 955,5 milhões para US$ 832,6 milhões no mesmo período. A liderança da empresa no setor permanece, porém sob pressão.
Perspectivas e cautelas
Analistas acompanham se as mudanças serão suficientes para reverter tendências de uso, especialmente entre mulheres da Geração Z. A direção do Tinder afirma manutenção de foco estratégico a longo prazo, com avaliação de impactos sobre o ecossistema da empresa.
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