O check-in digital ganhou força no Brasil com a FNRH Digital, ferramenta criada para padronizar o cadastro de hóspedes. O objetivo é substituir as fichas em papel em hotéis, pousadas e similares, tornando o procedimento mais rápido e menos sujeito a erros.
O prazo para adoção obrigatória venceu nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026. A implementação dependeu da adesão voluntária de estabelecimentos, com o Ministério do Turismo acompanhando o ritmo de adoção.
Embora o sistema já esteja disponível desde novembro de 2025, nem todos os serviços de hospedagem aderiram. Atualmente, mais de 3.400 estabelecimentos já adotaram a FNRH Digital, entre hotéis, pousadas e resorts.
Como funciona o check-in digital
Ao chegar, o hóspede pode escanear um QR Code com o celular para acessar a FNRH Digital. Totens também podem ser usados, e o login pode ocorrer via conta Gov.br para pré-preenchimento dos dados.
O estabelecimento pode enviar o link de check-in por e-mail ou mensagem, permitindo ao hóspede realizar o procedimento antes da chegada. Na recepção, basta apresentar o documento de identidade para receber a chave.
A autenticação via Gov.br é recomendada, mas não obrigatória. Quem não usar o Gov.br pode preencher o formulário eletrônico da FNRH Digital. A solução também aceita dados de estrangeiros com número de passaporte.
Situação atual e perspectivas
O sistema já é funcional, mas a adesão ainda ocorre de forma gradual. Existem 19.231 estabelecimentos cadastrados no Cadastur, o que indica ampla diferença entre oferta e demanda.
Diante disso, não se descarta a possibilidade de prorrogação de prazo. Muitos serviços encontram dificuldades técnicas para aderir ao sistema.
Governo aponta benefícios: check-in mais ágil, menos uso de papel e maior controle de dados. A expectativa é de redução de custos para empresários e melhoria na experiência do hóspede.
Entre na conversa da comunidade