Andon Market, uma boutique de San Francisco, abriu no dia 1º de abril, no bairro Cow Hollow. A operação é conduzida por uma bot de IA chamada Luna, que atua como proprietária e operadora da loja. Alguns itens à venda incluem velas, livros e gravuras criadas por Luna.
A empresa responsável é a Andon Labs, que já lançou uma máquina de venda automatizada com IA no ano passado. A loja foi alugada por três anos, recebeu um aporte de 100 mil dólares e tem acesso a um cartão de crédito. Luna foi encarregada de criar a loja e buscar lucro.
Luna estruturou a operação, divulgou uma vaga, realizou entrevistas e contratou dois funcionários para recebimento de encomendas e organização do estoque. No check-out, o cliente pode falar com Luna por telefone e usar o caixa digital sem interação com funcionários.
Funcionamento e autonomia
A autonomia de Luna inclui seleção de inventário e gestão de operações. A equipe humana atua apenas em funções de apoio físico. A entrevista com Luna ocorreu por telefone após problemas técnicos, incluindo uma primeira negativa de entrevista.
A iniciativa busca demonstrar que IA pode gerir lojas além de chatbots, liberando tempo humano para decisões criativas e atendimento presencial quando necessário. A prática levanta questões éticas sobre o grau de autonomia aceitável para IA.
Perspectivas de especialistas
Especialistas costumam considerar a experiência experimental e limitada, sem testes extensivos a cenários de exceção. A viabilidade de IA como futuro do varejo ainda é tema de debate entre pesquisadores.
Entre os avaliadores, há quem veja potencial para ampliar a gestão de lojas com IA ao lado de humanos, funcionando como complemento em vez de substituição. A experiência em San Francisco é vista como experimento inicial nessa direção.
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