Brasília recebe, em formato seminário, o lançamento de um novo centro cultural do Sesc no Distrito Federal. O evento, chamado Cultura para Quê?, reuniu mais de 20 pensadores internacionais, com foco na concepção do espaço que pretende conectar a capital ao mundo e fomentar a produção local. O seminário funciona como pré-lançamento do centro cultural, anunciado à cidade no ano passado.
O objetivo é transformar o espaço em um polo de produção intelectual e curatorial, não apenas de circulação de obras. Segundo o gerente do Sesc Cultural, Leonardo Hernandes, o seminário marca a abertura de uma edição zero de uma série de publicações que orientarão as primeiras exposições e ações do centro. A ideia é criar um lugar de reflexão e de construção de pensamento, conectando artes, tecnologia e convivência.
Além da agenda de debates, a iniciativa busca posicionar Brasília como articuladora entre diferentes territórios culturais, ampliando laços com o Brasil e exterior. Hernandes ressaltou a vocação do Brasil Central para conectar produção regional ao mundo, além de defender que o espaço promova intercâmbios entre municípios do entorno e atraia novos públicos para o cenário artístico.
Obras
Previsto para inaugurar em 2028, o centro cultural ocupará a 511 Norte e será a primeira unidade do Sesc no DF dedicada integralmente às artes. O projeto prevê uma galeria com padrões internacionais, controle de luz, umidade e temperatura, além de um laboratório com impressora 3D para o cruzamento entre pintura e tecnologia. A estrutura incluirá teatros, salas de ensaio, espaços para oficinas e áreas de formação de públicos infantojuvenis.
Enquanto as obras não começam, o Sesc planeja manter o espaço ativo na relação com a cidade. A ideia é realizar seminários, festivais, encontros e atividades no gramado e no entorno, adiantar programação cultural e aproximar o público do futuro funcionamento do centro.
Potência artística
Hernandes destacou a trajetória cultural de Brasília, reconhecida pela sua diversidade apesar de lacunas percebidas. A cidade é apontada como referência de diferentes vertentes artísticas, com o Sesc atuando como impulsionador de projetos locais. O dirigente enfatizou que Brasília ainda sofre de isolamento relativo em relação ao eixo Rio-São Paulo, e a proposta é criar pontes que conectem a capital ao restante do país e ao circuito internacional. O objetivo é ampliar a presença da cidade na cena cultural nacional e ampliar a participação do público nas diversas manifestações locais.
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