O movimento No Setor, criado em 2017, busca transformar o Setor Comercial Sul em um polo pulsante de vida, cultura e convivência no centro de Brasília. A organização pretende ocupar o espaço urbano com projetos de natureza social, socioambiental e cultural, tornando a região mais democrática e acessível.
Segundo Rafael Reis, presidente do instituto, ocupar o espaço central é uma forma de ressignificar o olhar sobre o centro. Ele afirma que o centro pode ser um espaço de encontro e celebração da cultura brasiliense, e não um lugar de medo. O objetivo é ampliar a percepção de segurança, criatividade e potencialidade da área.
A atuação do No Setor destaca que o centro não é exclusivo de moradores do Plano Piloto. No entorno da Rodoviária e de estações de metrô convivem pessoas de diversas regiões do Distrito Federal, que frequentam comércio, bares e restaurantes e ajudam a manter a cultura local. A organização promove ainda visitas guiadas para apresentar pontos de interesse da região.
Entre os projetos, o SCS Tour visa apresentar a região a quem ainda não a conhece, evidenciando elementos como grandes painéis de Athos Bulcão e edificações de Oscar Niemeyer. A proposta é revelar a Brasília construída por Lucio Costa e Niemeyer, além de mostrar a vida cotidiana que compõe a capital.
Apesar de abrigar hoje escritórios de arquitetura, galerias e casas noturnas, o Setor Comercial Sul ainda enfrenta desocupação e demanda ações para estimular ocupação. O movimento afirma que há muitos espaços ociosos e que é necessário convencer a cidade a investir no espaço.
Ao completar 10 anos, o No Setor pretende ampliar a democracia urbana em Brasília, reduzindo desigualdades no acesso a educação superior, mercado de trabalho e cultura. O objetivo é que, no futuro, a capital ofereça cinema, teatro, shows, moradia e alimentação de qualidade a toda a população, não a uma camada restrita.
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