O Novo Sesc da 511 Norte realiza um seminário para discutir a vocação do espaço e integrar diversidade e decolonialidade à sua programação. O evento, intitulado Cultura para quê? Centros de arte, decolonialidade e Futuros Possíveis, reúne 23 convidados para debater o papel de centros de arte na sociedade e orientar a reforma da unidade, inaugurada em outubro de 2025. A proposta é transformar o Sesc em referência na Asa Norte, com foco em encontros entre artes, tecnologias e públicos.
A organização é conduzida pelo Sesc-DF, com a curadoria de Manuel Borja-Villel, ex-diretor da Reina Sofía, e de Micaela Neiva, responsável pelas relações internacionais do Rio2C. O seminário busca caminhos que promovam a reinvenção de modelos tradicionais e a decolonização de espaços culturais, alinhados a um debate internacional sobre o futuro das instituições. Brasília foi escolhida como polo inicial desse diálogo.
Os organizadores enfatizam que a discussão deve confrontar a lógica de museus e centros de arte tradicionais, apontando para a necessidade de reconhecer desigualdades históricas e adotar ações concretas de acesso e permanência. Valcides de Araújo, diretor regional do Sesc, afirma que a instituição deve atuar como ponte entre excelência artística e transformação social, com espaços de convivência abertos a diferentes saberes.
A programação está estruturada em quatro eixos temáticos, com participação de nomes como Ailton Krenak, Suely Rolnik e Paulo Tavares, além de representantes de Chile, Bolívia, Guatemala, Argentina, Equador, Alemanha, França e Indonésia. O objetivo é amadurecer um plano para o novo Sesc, alinhando curadoria a uma atuação mais plural e inclusiva.
Serviço
Cultura para Quê? Centros de Arte, Decolonialidade e Futuros Possíveis
De hoje a sábado, no Sesc Cultural Asa Norte (511 Norte)
Programação completa
- 22 de abril – Dia 1: Oficina com Olivier Marboeuf, 10h-17h
- 23 de abril – Dia 2: Abertura, mesas e mostra audiovisual, com mediação de Dilton de Almeida
- 24 de abril – Dia 3: Mesas sobre fronteiras, êxodos e vida, mais intervenções artísticas
- 25 de abril – Dia 4: Mesas sobre museus, caminhos de sensibilidade e encerramento com participação de Rosane Borges e Ailton Krenak
A programação contempla ainda mostras audiovisuais sobre feminismo, território, memória e resistência, além de intervenções artísticas originais. O seminário aborda, entre perguntas centrais, como as instituições culturais podem ser mais inclusivas e representativas, sem perder o foco na qualidade artística.
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