Brasileira Lorrayne Mavromatis ajuizou ação contra a MrBeast Industries, ligada ao youtuber MrBeast, em um tribunal da Carolina do Norte, EUA. A denúncia, apresentada publicamente em 22 de abril, aponta assédio moral e sexual, além de violações ligadas à licença-maternidade.
A acusação descreve um ambiente de trabalho hostil, com desigualdade de gênero, especialmente para mulheres em cargos de liderança. A profissional afirma ser frequentemente desconsiderada em favor de colegas homens.
O relato inclui episódios envolvendo o CEO James Warren, com encontros convocados em residência do executivo, onde supostamente ocorreram comentários sobre a aparência da funcionária.
Processo e acusações
Segundo a denunciante, permaneceu na empresa por três anos, até a gravidez mudar a experiência profissional, com invasão de privacidade e pressões para manter atividades durante a licença.
Ela afirma ter participado de reuniões durante o trabalho de parto e retornado ao trabalho uma semana após o nascimento, ainda em recuperação física e emocional, além de retornar formalmente em um mês para acompanhar gravações.
A demissão ocorreu menos de três semanas após o retorno integral às funções, sob alegação de necessidade de alguém com “calibre menor”, segundo o que foi relatado pela brasileira.
Reação da empresa
A brasileira sustenta que o ambiente de trabalho a prejudicou emocional e profissionalmente, com impactos na convivência com a filha nos primeiros meses de vida. A denúncia também aponta desrespeito a direitos trabalhistas durante a licença.
Ao tornar o caso público, Lorrayne diz buscar reparação e visibilidade para situações semelhantes, defendendo que mulheres não devem ser forçadas a escolher entre carreira e família.
A reportagem do Correio procurou a MrBeast Industries e o youtuber; até o momento, não houve manifestação oficial. O espaço permanece aberto para resposta.
Entre na conversa da comunidade