O Conpresp será palco nesta segunda-feira, 27, da decisão sobre o destombamento do edifício da Escola Panamericana de Arte e Design, na Avenida Angélica, Higienópolis. A proprietária Keeva Investimentos solicita a retirada da proteção patrimonial, sob o argumento de que o prédio não possui relevância arquitetônica, urbanística ou afetiva.
O tombamento ocorreu em 2024, em reconhecimento à arquitetura pós-moderna do imóvel, projetado pelo arquiteto Siegbert Zanettini. A recuperação ou demolição depende da decisão do conselho, que pode autorizar o fim da proteção cultural.
A situação envolve a Keeva e entidades como o Movimento Defenda São Paulo, APPIT e o Coletivo Pró-Higienópolis, que apoiam a preservação. Eles destacam impacto sobre o sistema de proteção do patrimônio e a paisagem urbana.
O que está em jogo
O recurso apresentado aponta que o valor arquitetônico da obra, de 1998, é considerado comum entre as gerações de estruturas em aço, sem evidência de valor afetivo à população. A defesa ressalta a importância histórica da edificação para a região.
Caso o Conpresp mantenha o tombamento, a Keeva avalia abrir ação na Justiça para reverter a decisão. O desfecho pode redefinir critérios de preservação de imóveis de arquitetura recente na cidade.
Entidades civis reforçam que a deliberação do conselho transcende o caso específico e afeta a preservação de bens representativos da arquitetura paulistana. A sessão é acompanhada por representantes da sociedade civil.
O parecer de tombamento enfatizou a estética high tech da construção, destacando o papel da edificação como marco técnico e urbanístico. A defesa, por sua vez, contesta a excepcionalidade do valor do imóvel.
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