Uma perícia no palco do show de Shakira, montado na Praia de Copacabana, foi realizada nesta segunda-feira, 27. O motivo foi a morte do serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, ocorrida durante a montagem. Os trabalhos ficaram temporariamente suspensos no local.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi prensada entre dois elevadores de serviço enquanto soldava. A dinâmica indica que um elevador estava em posição baixa e o outro alto, e um comando para descer pode ter provocado o acidente.
A produtora Bonus Track informou que a paralisação não impacta o cronograma do evento, que permanece dentro do prazo. Após a perícia, a montagem foi liberada para seguir.
Investigação e desdobramentos
A 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana apura se houve falhas de segurança na montagem. O delegado Ângelo Lages descreveu a hipótese de falha na manobra entre operários, sem confirmar culpas no momento.
Caso haja negligência, imprudência ou imperícia, os responsáveis podem responder por homicídio culposo. A investigação também avalia a responsabilidade dos sócios da empresa envolvida na montagem.
A perícia tem prazo de 30 dias para apresentar um laudo conclusivo. Se não houver indícios de crime, o caso pode ser tratado como acidente de trabalho, sem responsabilização criminal.
Gabriel foi socorrido por brigadistas e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Morador de Magé, na Baixada Fluminense, ele atuava na montagem da estrutura.
O megashow gratuito de Shakira está marcado para 2 de maio de 2026, na Praia de Copacabana, com início previsto para 21h45. O evento integra o projeto Todo Mundo no Rio e deve reunir milhares de pessoas.
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