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Marcinho VP, líder do CV, é pai do rapper Oruam

Operação da Polícia Civil mira a organização de Marcinho VP; Oruam e a mãe são foragidos, revelando redes financeiras do Comando Vermelho

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Marcinho VP, considerado uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) e pai do rapper Oruam, foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (29). A ação buscou desarticular o braço financeiro da facção no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.

Márcio dos Santos Nepomuceno, 56 anos, nasceu em Vigário Geral (RJ) e viveu na Baixada Fluminense. Em sua autobiografia, ele relata ter entrado no crime aos 13 anos para comprar roupas de marca. Anos depois, passou a chefiar atividades na Favela Complexo do Alemão.

Condenado por homicídio qualificado e formação de quadrilha, Marcinho VP ficou preso desde 1991. Mesmo atrás das grades, autoridades afirmam que ele mantém influência central na organização e que atua como elo entre o sistema prisional e membros da facção.

Operaçao Contenção

A operação mira o fluxo financeiro do CV, com foco na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. Oruam, o rapper, e familiares próximos foram alvo de mandados de busca, que não resultaram na localização dos suspeitos.

Entre os alvos, consta a mãe de Oruam, Márcia Gama, considerada foragida em março e ligada a atividades de intermediação para a facção. Ela é descrita pela polícia como uma das principais comunicações entre o CV e integrantes fora dos presídios.

Além de Oruam e Márcia, o irmão Lucca Nepomuceno também é procurado. Um homem preso durante as diligências foi identificado como operador financeiro da família. A ação envolve desvios usados para ocultar patrimônio e adquirir bens.

Segundo as autoridades, as investigações apontam diálogos que reforçam a liderança de Marcinho VP na hierarquia da facção, mesmo com a prisão. A operação envolve buscas em Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na região oeste do RJ.

Desde o início da ofensiva, o governo estadual informou avanços significativos: mais de 300 pessoas capturadas e 136 neutralizadas em confronto, além da apreensão de dezenas de milhares de armas e munições. A CNN Brasil tentou contato com defesas citadas.

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