Um esquema de clínicas suspeitas de fraudar tratamentos para crianças com transtorno do espectro autista foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo, nesta quinta-feira (30). Os locais simulavam atendimentos, emitindo laudos médicos falsos e acionando operadoras de saúde para custear procedimentos inexistentes ou com valores inflados.
As ações envolvem estabelecimentos que promoviam falsas negações de atendimento e utilizavam laudos para beneficiar os seus ganhos. A Autistas Brasil repudiou as práticas e alertou para riscos à ciência e aos direitos das famílias.
Arthur Ataide, vice-presidente da Autistas Brasil, lembra que alguns modelos terapêuticos usados não possuem base científica. Ele afirma que há casos em que atendimentos são faturados sem ocorrer, prejudicando crianças e famílias.
Ele ainda alerta que o objetivo é evitar que a condição seja tratada como mercadoria, buscando lucrar sem critério técnico. A entidade reforça a necessidade de cuidado com abordagens terapêuticas.
Recomendações para famílias
É essencial buscar clínicas com práticas transparentes e rastreáveis. Priorize abordagens neuroafirmativas e evita-se concentrar o tratamento em uma única consulta.
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