O confinamento de espaço entre dois aviões em Congonhas foi mantido sob controle pela torre de comando. Um Boeing 737-800 da GOL e um Embraer E195-E2 da Azul passaram próximo demais da separação de segurança durante a aproximação para pouso na pista 17R, em São Paulo. O incidente ocorreu durante as operações habituais no aeroporto.
A Azul recebeu autorização para alinhar e decolar pela pista 17R, enquanto a GOL prosseguia com a aproximação para pouso na mesma pista. Por motivos ainda não divulgados, a Azul demorou a iniciar a corrida de decolagem, levando o controlador a interromper a decolagem azul.
Os pilotos da Azul não responderam ao comando com a devida confirmação. O controlador voltou a falar com a aeronave, mas não houve resposta. Em seguida, o Boeing da GOL foi autorizado a arremeter para evitar um risco maior, já que a outra aeronave ainda ocupava a pista.
Durante o episódio, o TCAS — sistema de alerta de tráfego — atuou para evitar uma colisão. O recurso emite alertas e determina manobras evasivas, como subida ou descida, quando há risco de choque entre aeronaves.
O incidente é classificado como um near-miss, mas com acompanhamento de todos os envolvidos. A torre e os pilotos da GOL estavam cientes da proximidade, o que reduziu o risco de dano. A Azul ainda não respondeu oficialmente sobre o motivo da não comunicação.
Investigação e próximos passos
Investigações deverão apurar por que a Azul não respondeu aos comandos da torre. Exames devem verificar se o rádio da cabine operava na frequência adequada e se houve falha de comunicação entre piloto e controle de tráfego.
Especialistas em aviação destacam que arremetidas são procedimentos padrão para manter a separação entre aeronaves em congestões como Congonhas. A redundância de ações preventivas contribuiu para evitar um desfecho mais grave neste episódio.
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