Dois aviões comerciais chegaram a ficar separados verticalmente por cerca de 22 metros durante operação no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na manhã de 30 de maio. O Gol 737-800, vindo de Salvador, arremeteu ao pousar; a Azul Embraer 195-E2 decolava para Belo Horizonte no mesmo instante.
O incidente ocorreu abaixo do padrão de segurança, estabelecido em 1.000 pés (aproximadamente 300 metros). O caso está sob análise do Cenipa, órgão da Força Aérea Brasileira, que abriu a chamada Ação Inicial para coletar dados e preservar evidências.
Azenas Brasil, concessionária que administra Congonhas, informou que a gestão do espaço aéreo fica a cargo do Decea, ligado à FAB. A apuração busca detalhar informações operacionais, danos potenciais e outros elementos relevantes.
Investigações em curso
O Cenipa analisa informações relativas às manobras no aeroporto, buscando esclarecer as circunstâncias que levaram aos 22 metros de separação. Técnicos verificam dados de desempenho, meteorologia e procedimentos seguidos durante as etapas de pouso e decolagem.
A Gol afirma que o pouso ocorreu dentro do horário previsto e que está colaborando com as investigações. A Azul aponta que o voo AD6408 seguiu os procedimentos operacionais para decolagem e reforça a disponibilidade para o Cenipa.
Entre na conversa da comunidade