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Justiça decide incluir testemunha no julgamento do caso Henry Borel

Justiça decide ouvir Miriam Santos Rabelo Costa como testemunha no júri do caso Henry Borel, mantendo debate sobre cerceamento de defesa

Monique Medeiros Henry Borel STF
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O que aconteceu: a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que a testemunha Miriam Santos Rabelo Costa pode ouvir depoimento na sessão de julgamento do caso Henry Borel, marcada para 25 de maio. A deliberação ocorreu após entendimento de que o depoimento é relevante para o processo.

Quem está envolvido: Miriam acusa Leniel Borel, pai de Henry, de agressões que, segundo ela, teriam contribuído para a lesão que resultou na morte da criança. O depoimento será feito em defesa do réu Jairo dos Santos Júnior, conhecido como Jairinho, ex-vereador processado pela morte da criança. Outros réus incluem Monique Medeiros, mãe de Henry, também no centro do julgamento.

Quando e onde: a sessão ocorre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão sobre ouvir Miriam foi tomada em sessão recente da 7ª Câmara Criminal, após liminar concedida pelo relator, desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, em 1º de abril. O julgamento originalmente envolveria Jairinho e Monique Medeiros, com adiamentos até então consumados.

Por quê: a defesa de Jairinho contestava a oitiva, alegando irrelevância. O Ministério Público e o assistente de acusação se posicionaram contrários à participação. O relator considerou que excluir a testemunha poderia trazer nulidade por cerceamento de defesa e violação à paridade de armas, destacando o risco de antecipar juízo de valor que cabe ao júri popular.

Adiamento e controvérsia anterior: anteriormente, o julgamento estava marcado para 23 de março, com grande expectativa no plenário. Advogado de Jairinho alegou que a defesa não tinha acesso integral a documentos e provas, o que levou à suspensão da sessão. Na época, a juíza responsável enfrentou a ausência de informações completas.

Decisão e próximos passos

As próximas etapas do julgamento acompanharão o depoimento de Miriam na sessão de 25 de maio, segundo a decisão da 7ª Câmara Criminal. A defesa segue contestando eventuais provas, enquanto o Ministério Público permanece na linha de que a oitiva é relevante para a apuração dos fatos. O desenrolar do caso continua com foco em responsabilidade e memória de Henry Borel.

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