Duas tradicionais fabricantes japonesas atuaram no Brasil com foco em picapes de porte médio, a Nissan e a Mazda. O desempenho de King Cab e Mazda B 2200, acompanhadas por Toyota Hilux e Mitsubishi L200, é analisado frente aos modelos nacionais na década de 1990, para entender qual se adaptava melhor ao mercado brasileiro.
Os carros avaliados tinham cabine estendida na Nissan e caçamba longa na Mazda. O comparativo, publicado originalmente pela Autoimports em setembro de 1994, examina dimensões, capacidade de carga, suspensão e comportamento em urbano e off-road.
Ao ampliar a presença de utilitários, o texto destaca que as picapes asiáticas nasceram para ampliar carga, não apenas reduzir caminhões. O estudo compara também com a linha F-1000 e D-20, tradicionais no Brasil, apontando diferenças de terreno, ruído e dirigibilidade.
Desempenho técnico e conforto
Nissan apresenta maior potência e boa suspensão, segundo os testes. Mazda, com caçamba maior, oferece menos altura ao solo, o que gerou dificuldades em valetas e lombadas locais. Ambos exibem interior bem equipado, ar-condicionado e direção assistida, com acabamento consistente.
Em termos de freios, as duas ficaram aquém do esperado para uso intenso, com Mazda apresentando deficiência no controle das rodas traseiras. O conjunto de motor diesel de pequena cilindrada é citado como vantagem de eficiência, porém com desempenho de aceleração inferior.
Condições de uso
No asfalto, as picapes japonesas mostraram estabilidade superior às nacionais, pela menor massa e dimensões. Em terrenos acidentados, havia limitações semelhantes para ambos os modelos, com menor agressividade de uso que as grandes picapes nacionais.
O comportamento em pista de terra indica que a Nissan tende a oferecer maior conforto de condução, enquanto a Mazda pode exigir ajustes na suspensão para melhorar a disponibilidade nas lombadas.
Resultados dos testes
| Consumo | Nissan | Mazda |
|———|———|——–|
| Cidade | 8,4 | 9,2 |
| Estrada | 11,2 | 12,5 |
| Aceleração | Nissan | Mazda |
|————|———|——–|
| 0-80 km/h | 15,6 | 17,7 |
| 0-100 km/h| 25,7 | 29,4 |
| 0-400 m | 22,6 | 23,5 |
| 0-1.000 m | 42,6 | 44,8 |
| Retomada 40-80 km/h | Nissan | Mazda |
|——————|———|——–|
| 3ª | 12,3 | 15,5 |
| 60-100 km/h (4ª) | Nissan | Mazda |
|——————|———|——–|
| 23,8 | 19,7 |
| 80-120 km/h (5ª) | Nissan | Mazda |
|——————|———|——–|
| 58,1 | 30,3 |
| Aceleração lateral (raio 31,6 m) | Nissan | Mazda |
|———————————|———|——–|
| 0,72 | 0,74 |
| Frenagem 60-0 km/h | Nissan | Mazda |
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| 20,3 | 19,2 |
| 80-0 km/h | Nissan | Mazda |
|———-|———|——–|
| 36,1 | 34,1 |
| 100-0 km/h | Nissan | Mazda |
|———-|———|——–|
| 56,4 | 53,3 |
| Velocidade máxima média | Nissan | Mazda |
|————————-|———|——–|
| 131,1 | 123,4 |
Conclusões operacionais
No conjunto, as duas opções japonesas não superam, em conjunto de atributos, as características práticas disponíveis nos modelos nacionais para uso cotidiano. Em termos de silêncio, são mais confortáveis, sem, contudo, apresentar vantagem clara de custo, desempenho ou economia frente aos rivais fabricados no Brasil.
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