Gabriela Lena Frank venceu o Prêmio Pulitzer de música, anunciado nesta segunda-feira. A obra premiada é Picaflor: A Future Myth, um ciclo de 10 movimentos que usa mitologia inca para contar a história de uma ave que busca salvar o mundo de um desastre ecológico.
Picaflor estreou em março de 2025 pela Orquestra da Filadélfia, uma das instituições que encomendou a peça. A obra nasce de experiências de Frank na Califórnia, onde vive em uma fazenda entre redwoods, perto de Mendocino.
Além do Pulitzer, a compositora de 53 anos se prepara para estrear no Met Opera com El Último Sueño de Frida y Diego, sobre Frida Kahlo e Diego Rivera, que abre na próxima semana.
Finalistas e contexto do prêmio
A comissão do Pulitzer também divulgou dois finalistas na categoria música: Andrew Rindfleisch, por American Descent, e Billy Childs, por In the Arms of the Beloved.
Picaflor tem 32 minutos de duração e foi conduzida pela primeira vez por Marin Alsop, então diretora artística e compositora em residência da Orquestra da Filadélfia. A autora afirma ter encarado a obra como o último grande trabalho orquestral.
Sobre a autora e a inspiração
Frank diz ter colocado tudo na mesa ao escrever o ciclo, que entrelaça mitos andinos com uma visão de futuro. Sua mãe era indígena peruana, e a peça dialoga com a ideia de pachacuti, transformações catastróficas em ciclos históricos.
A compositora nasceu em Berkeley, Califórnia, e vive em Boonville, em uma fazenda de 15 acres. Estudou composição na Rice University e tem doutorado pela University of Michigan.
Repercussão e próximos passos
Questionada sobre o reconhecimento, Frank afirmou estar bastante honrada com o prêmio. A recompensar a obra, o Pulitzer também reforça o impacto da nova música clássica com temas de ecologia e cultura indígena.
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