Os bancários da Caixa Econômica Federal rejeitaram nesta segunda-feira (21) a proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028, e a greve da categoria continua nesta terça-feira (22).
Em assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos empregados votaram pela rejeição da proposta apresentada pela Caixa semana passada. A votação ocorreu das 11h às 18h.
Segundo informações do Sindicato, 102 bases sindicais haviam comunicado a rejeição da proposta até o fechamento do levantamento, entre elas São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre. Outras 30 bases aprovaram a proposta.
Com a decisão, os trabalhadores optaram pela não adesão à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e ao ACT específico da Caixa, além da manutenção da greve, que chega ao 12º dia. O Comando Nacional dos Bancários deve se reunir para definir os próximos passos do movimento. A decisão será comunicada à Caixa.
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Proposta rejeitada
Entre os principais pontos de reivindicação está o custeio do Saúde Caixa. Os trabalhadores pedem o restabelecimento da divisão de 70% dos custos para a Caixa e 30% para os empregados.
A proposta apresentada pelo banco previa elevar de 6,5% para 9% da folha de pagamento o teto de participação da Caixa no custeio do plano a partir de 2027. Também mantinha o modelo solidário, sem cobrança diferenciada por faixa etária, e previa que não haveria reajuste das mensalidades em 2026, com a Caixa assumindo o déficit do plano.
A proposta incluía ainda a criação de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do Saúde Caixa e a manutenção de direitos previstos nos acordos coletivos e na convenção da categoria.
O sindicato já havia destacado que a proposta não atende a todas as reivindicações. Segundo a entidade, não há restabelecimento imediato do modelo 70/30, algumas contribuições dos usuários devem aumentar a partir de 2027 e o teto de coparticipação será maior. Também permanecem pendentes demandas relacionadas à carreira, ao trabalho remoto, aos empregados pós-2018 e ao modelo de atendimento. Mesmo assim, o sindicato orientou os trabalhadores a aceitarem a proposta em razão dos acordos benéficos.
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