A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) de São Paulo anunciou o resultado final do concurso de arquitetura que define o projeto do Parque Municipal do Bixiga. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira, 4, e aponta o cruzamento das ruas Jaceguai e Abolição, na Bela Vista, como localização da intervenção. O concurso foi realizado em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil.
O trabalho vencedor é do escritório Democratic Architects, dirigido pelo arquiteto Antonio Roberto Zanolla, com sede em São Paulo. O prêmio é de R$ 130 mil, e o time será contratado pela Prefeitura para desenvolver as próximas etapas de arquitetura, urbanismo e paisagismo do parque.
O concurso teve como premissa a renaturalização do Córrego Bixiga, hoje canalizado e soterrado no trecho do futuro parque. A comissão julgadora destacou o conceito de um sistema aberto, no qual o córrego renaturalizado protagoniza o espaço, com passeios e passarelas que conectam a água a diferentes usos.
Sobre o vencedor e o prêmio
A segunda e a terceira colocação receberam R$ 60 mil e R$ 40 mil, respectivamente. Os projetos dos arquitetos Marcello Cusano Lindgren (ES) e Duarte Vaz Guedes e Silva (RJ) ficaram nessas posições. Quarto e quinto lugares também foram definidos, com propostas de Manoel Belisario Bezerra Viana (CE) e Mario Arturo Figueroa Rosales (SP).
A comissão ainda concedeu menções honras a Vinicius da Costa Lopes e Lua Nitsche, ambas de São Paulo. Em 4 a 7 de maio houve prazo para recursos, e a homologação definitiva está prevista para 17 de maio. Representantes de movimentos sociais e do Teatro Oficina participaram da divulgação.
Contexto e desdobramentos
A área de 11,1 mil m² foi adquirida pela Prefeitura em agosto de 2024 por R$ 65 milhões, após acordo com a Sisan Empreendimentos. O objetivo é consolidar o parque, ligado ao entorno do Teatro Oficina, que integra a história cultural da região.
Moradores expressaram preocupação com riscos de gentrificação e expulsão de parte da população local. Eles destacam a necessidade de regulamentar o bairro como Território de Interesse da Cultura e da Paisagem, conforme revisão do Plano Diretor de 2023, para orientar o uso público e a proteção social.
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