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Doméstica grávida afirma ter protegido bebê durante agressões de ex-patroa no MA

Grávida de cinco meses acusa ex-patroa de agressões; Polícia Civil investiga o caso, que envolve antecedentes criminais da suspeita

A empresária Carolina Sthela é suspeita de agredir a ex-funcionária de 19 anos na Grande São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante
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A Polícia Civil investiga um caso de agressão envolvendo uma doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, e a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos. A jovem registrou boletim de ocorrência após alegar que foi agredida na casa onde trabalhava, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A empresa é suspeita de ter causado as lesões após acusar a empregada de roubo.

Segundo a vítima, as agressões ocorreram no dia 17 de abril. Houve puxões de cabelo, tapas, socos e murros, com a jovem caída no chão. Mesmo em estado gestacional, ela afirma ter tentado proteger a barriga durante os ataques. Após cerca de uma hora de violência, a joia supostamente desaparecida foi localizada no cesto de roupa suja.

A mulher passou por exame de corpo de delito no dia seguinte, que confirmou lesões visíveis. Em depoimento à polícia, a empregada relatou que não houve justificativa para as agressões e que as acusações de roubo teriam sido usadas para justificar a violência. A 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy acompanha o caso; Carolina Sthela ainda não foi presa nem indiciada.

Contexto e desdobramentos

A defesa de Carolina Sthela afirmou que as acusações são distorcidas e que medidas legais estão sendo tomadas para esclarecer os fatos. A amiga da vítima descreveu a dinâmica do contrato de trabalho de cerca de um mês, iniciado com o objetivo de financiar o enxoval do bebê.

A Polícia informou que existem mais de dez processos envolvendo a suspeita, incluindo um caso de 2024 por calúnia relacionado a uma ex-babá do filho dela, também no Maranhão. A sentença, em outubro do ano passado, fixou pena de seis meses em regime aberto, convertida em prestação de serviço comunitário, além de multa por danos morais.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil acompanha o caso e planeja emitir um relatório sobre os processos envolvendo a suspeita. A família da vítima e a defesa da acusada não tiveram seus posicionamentos em detalhes divulgados, mantendo o andamento sob sigilo policial.

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