Rocky Cria, paraibano, tornou-se referência na Rocinha após perder o emprego durante a pandemia. A websérie Influência de Cria, realizada pelo g1 e GloboPop, acompanha sua trajetória de vida e de como transformar vivências na favela em conteúdo e renda.
A série é a primeira temporada do projeto no GloboPop, aplicativo de vídeos curtos. O objetivo é mostrar como criadores de comunidades brasileiras convertem desigualdade em audiência e influência, começando pela história de Rocky.
A origem de Rocky Cria
Nascido na Paraíba, ele se mudou para o Rio ainda criança. Ao chegar à Rocinha, descobriu que o lugar exigia amadurecimento rápido e responsabilidades dentro da família. A prática de lutas foi parte desse caminho.
Como a favela moldou o jovem
Rocky descreve a Rocinha como espaço onde as pessoas evoluem pela necessidade diária de sobrevivência. Ele afirma que o ambiente ensinou disciplina, trabalho e resiliência desde cedo.
Do desemprego à narrativa pública
Antes da visibilidade online, ele trabalhava como vendedor na Zona Sul. A pandemia interrompeu esse emprego e abriu espaço para explorar a comunicação nas redes, que ganhou ritmo com o tempo.
Marco de monetização
A virada ocorreu com uma primeira publicidade para o Serasa. A partir daí, Rocky decidiu viver de conteúdo e buscar fontes de renda estáveis na internet, equilibrando família e carreira.
Conteúdo e estilo
Os vídeos mostram a vida na Rocinha, perguntas sobre moradias e a rotina cotidiana. O objetivo não é romantizar, mas apresentar a realidade com leveza e humor para atrair público diverso.
Constância e engajamento
Rocky enfatiza a necessidade de dedicação diária. Segundo ele, manter presença constante é essencial para crescer e manter o público atento ao que acontece na comunidade.
Relação com jovens e legado
A influenciadora vê nos jovens da favela uma relação positiva, inspirando-os a estudar e buscar oportunidades. O conteúdo serve como ponte entre curiosidade externa e realidade local.
Projetos futuros
Entre planos, ele sonha com o Instituto Rocky para apoiar crianças da Rocinha. Também sinaliza a possibilidade de sair da favela um dia, desde que haja projetos que promovam melhoria contínua da comunidade.
Visão sobre a identidade da comunidade
Hoje Rocky diz que a Rocinha já teve avanços em saúde e infraestrutura, e que ainda há muito a fazer. Ele mantém o foco na transformação social por meio da educação e da cultura de uso da tecnologia.
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