O Gaeco, em apoio à 8ª Promotoria de Justiça de Itajaí, deflagrou nesta terça-feira a Operação Efeito Colateral. A ação busca desarticular fraude em atestados médicos usados para conceder prisão domiciliar a detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí.
A investigação aponta que uma advogada e um médico atuavam em conluio para emitir atestados ideologicamente falsos, simulando comorbidades graves. Os laudos eram usados para fundamentar pedidos de liberdade perante o Judiciário.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o esquema beneficiava principalmente lideranças criminosas ligadas ao crime organizado. Após a concessão de prisão domiciliar, os envolvidos romperiam tornozeleiras eletrônicas.
Mandados, apreensões e resistência
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 37 de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Itajaí, Balneário Camboriú, Joinville, Navegantes e cidades do Paraná.
Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 100 mil em espécie, três armas de fogo, 64 munições, 18 celulares e outros dispositivos. Em ao menos uma abordagem, houve resistência com disparos.
Um policial militar foi atingido, recebeu atendimento e permanece estável. O investigado que efetuou os disparos foi preso em flagrante.
Panorama da investigação
A denominação Efeito Colateral faz referência ao uso indevido da medicina para fins ilícitos, com impactos no sistema de justiça. Os materiais apreendidos passam por perícia técnica da Polícia Científica.
O caso tramita sob sigilo judicial. Os próximos passos incluem a análise de documentos e dados para esclarecer a participação de cada envolvido e indicar possíveis novas prisões.
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