A Ancine atualizou as regras da Cota de Tela na quarta-feira, 6 de março, após uma polêmica envolvendo a rede Cinemark. As mudanças visam aperfeiçoar a regulamentação e estimular a veiculação de produções brasileiras.
As novas diretrizes passam a incentivar comportamentos dos exibidores, buscando valorizar filmes nacionais além de ampliar a oferta de sessões. Dados da própria Ancine indicam avanços entre 2023 e 2025, com melhoria nas sessões, porém com queda no público em 2026, sinalizando efeitos limitados apenas pela demanda.
A agência destacou que a atualização não se limita a números, mas a estratégias de permanência em cartaz, horários de maior público e reconhecimento a obras premiadas. O objetivo é tornar a Cota mais efetiva na conversão de presença em bilheteria.
Entenda o caso
A Folha de S.Paulo publicou reportagem sobre uma suposta brecha na lei para cumprir a obrigação de reservar parte da programação a produções nacionais, apontando sessões em horários como 11h para um filme infantil de 60 minutos, lançado em 2024.
A CNN Brasil confirmou a consulta à Cinemark para posicionamento e informou que aguarda retorno. A Cinemark não enviou resposta neste momento. A Ancine reitera o objetivo de ampliar a participação de produções brasileiras nas salas, com regras atualizadas para 2026 e base no ano cinematográfico.
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