A Biblioteca Central da UNAM, na Cidade do México, abriga um dos maiores murais do mundo, resultado da fusão entre literatura e arte monumental. Com 4.000 m² de mosaicos de pedra natural, o prédio se apresenta como um marco reconhecido pela UNESCO.
O arquiteto Juan O’Gorman liderou a criação, percorrendo o México para coletar rochas de cores diversas. O objetivo foi formar um mural que resistisse ao sol e à poluição, sem depender de tinta. Milhares de fragmentos de rocha vulcânica foram escolhidos e colados.
A obra envolve as quatro fachadas do edifício, cada uma representando um período histórico distinto: pré-hispânico, colonização espanhola, revolução camponesa e universidade contemporânea. A técnica substitui a pintura por mosaico, assegurando durabilidade.
Murais e narrativa visual
A fachada norte aborda o passado pré-hispânico; a sul, a colonização; a leste, a revolução camponesa; a oeste, a universidade atual. O mosaico oferece leitura histórica contínua no exterior do campus.
Durabilidade é uma das principais vantagens em relação ao mural tradicional a fresco, pois as pedras resistem a intempéries e ao desbotamento, mantendo o relevo cromático ao longo do tempo. A obra integra-se ao concreto da estrutura, sem depender de pigmentos líquidos.
A área total do mural permanece em torno de 4.000 m², com o acervo da biblioteca superior a 1,5 milhão de volumes desde a inauguração em 1956. O projeto envolveu Gustavo Saavedra e Juan Martínez, além de O’Gorman, consolidando-se como referência do modernismo mexicano.
Patrimônio mundial e preservação
O conjunto do campus central da UNAM foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 2007. A integração entre arquitetura modernista e elementos de origem pré-colombiana torna o espaço único no mundo. A preservação exige inspeções constantes para garantir a adesão dos mosaicos e a proteção do acervo.
Entre na conversa da comunidade