O Dia das Mães no Brasil foi instituído em 5 de maio de 1932, pelo decreto 21.366 assinado pelo presidente Getúlio Vargas. A data, fixada para o segundo domingo de maio, visava reconhecer o papel materno e fortalecer valores de bondade e solidariedade.
O decreto traz três fundamentos, entre eles a celebração de sentimentos gravados no coração humano, e a ideia de que o amor materno dignifica a espécie. Estudos apontam que a prática foi influenciada por modelos estrangeiros, em especial dos Estados Unidos.
Anna Jarvis é considerada a idealizadora do modelo contemporâneo do Dia das Mães nos EUA. Em 1905, após a morte da própria mãe, ela impulsionou a criação de uma data dedicada ao sentimento materno, que ganhou ampla repercussão e oficialização pelo governo americano.
No Brasil, já havia celebrações associadas a igreja e à imagem de Maria, changes que antecederam a oficialização. Registros indicam homenagem em 12 de maio de 1918 no Rio Grande do Sul; a Igreja Católica passou a acompanhar a tradição em 1947, sob o cardeal Jaime de Barros Câmara.
A relação com o comércio é posterior. A consolidação da data no país ocorreu em meio a maior valorização pública das mulheres, incluindo o direito de voto. Com o tempo, o Dia das Mães passou a ter forte apelo comercial, especialmente no varejo de itens pessoais e domésticos.
Pelo mundo, a data varia bastante. Na Grécia Antiga era ligada a Reia, mãe dos deuses. Hoje, segundo domingo de maio é comum em EUA e Brasil, mas há exceções: alguns países celebram em datas diferentes ou com dias fixos, como 8 de março em Rússia e Bulgária, ou 15 de agosto em Bélgica e Costa Rica.
Outros exemplos: Portugal, Angola, Moçambique, Espanha e Hungria costumam celebrar no primeiro domingo de maio; Noruega, no segundo domingo de fevereiro; França e Suécia, no último domingo de maio; Argentina e Bielorrússia, no terceiro domingo de outubro.
Esta matéria foi publicada originalmente em 10 de maio de 2019.
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