A família do empresário Adriano de Jesus, morto a tiros em fevereiro, promoveu uma carreata neste sábado (9/5) em Samambaia Norte, exigindo Justiça 12 dias antes do júri. O ato reuniu parentes, amigos e manifestantes trajando camisetas brancas, que percorrem a região com vans e ônibus escolar em homenagem à TransLegal Transporte Escolar, empresa de Adriano e da esposa.
O caso envolve Francisco Evaldo de Moura, de 56 anos, apontado como autor dos disparos. Ele terá julgamento marcado para 21 de maio, em meio a investigações que apontaram quatro qualificadoras na acusação: motivo fútil, perigo comum, recurso que dificultou a defesa e uso de arma de fogo de uso restrito. A defesa da acusação já apresenta argumentos para a condenação pelo júri popular.
O que aconteceu
Em fevereiro de 2025, Gabriel Ferreira, filho da vítima, estacionou o veículo em frente à casa do agressor, em uma vaga pública. Câmeras de segurança mostram o momento em que Francisco confronta os vizinhos e empunha uma arma. Adriano, tentando apaziguar a situação, foi perseguido e atingido por quatro tiros, morrendo no local. O agressor fugiu, mas foi identificado e preso posteriormente.
Contexto e reação da família
Moradores da Quadra 408 relataram que Francisco tinha histórico de hostilidade e conflitos por questões territoriais na rua. A família de Adriano descreveu o pavor gerado pela violência e o impacto emocional da tragédia, incluindo a decisão de possivelmente deixar a residência construída com esforço próprio para manter a segurança e evitar as lembranças do ocorrido. A defesa aponta que o caso envolve elementos que podem influenciar a dosimetria da pena, com base nas circunstâncias apresentadas pela denúncia e pela pronúnia.
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