O Dia das Mães é celebrado anualmente no Brasil e em diversos países, com foco na maternidade. Embora seja uma data amplamente conhecida, sua origem envolve várias tradições antigas e um marco moderno nos Estados Unidos.
Antes de virar data oficial, civilizações antigas já prestavam homenagens à figura materna. Grécia antiga cultuava a deusa Cibele, ligada ao cuidado, enquanto Roma celebrava a festa Hilaria. Na Inglaterra cristã, surgia o Mothering Sunday, dedicado às mães e às famílias.
No início do século 20, o modelo moderno ganhou as ruas dos EUA. Em 1908, Anna Jarvis organizou uma cerimônia em honra à mãe; o evento reuniu milhares de pessoas e distribuiu cravos brancos. O objetivo era enfatizar o amor sincero, não o consumo.
A data foi oficializada nos Estados Unidos em 1914, quando Woodrow Wilson determinou o segundo domingo de maio como feriado nacional. A celebração ganhou disseminação global, com datas variadas em outros países, inclusive no Brasil.
Por que o Dia das Mães se tornou tão comercial? Especialistas apontam que, ao longo dos anos, o calendário passou a favorecer presentes, restaurantes e promoções. Ainda assim, há relatos de críticas à excessiva pressão de consumo por parte de Anna Jarvis, criadora da comemoração.
De acordo com a autora Ana Paula Aguiar, as tradições de celebração da maternidade são anteriores ao dia moderno. Diversas culturas mantêm rituais ligados à fertilidade e ao cuidado materno, com significados distintos em cada região.
O que diz a lei?
No Brasil, o Dia das Mães foi instituído por Getúlio Vargas em 1932. A norma estabelece que o segundo domingo de maio é dedicado às mães, reconhecendo o amor materno como impulso para virtudes como bondade e solidariedade.
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