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Ela viveu sem teto por um ano; neste Dia das Mães, tem casa

Da moradia precária para casa estável: GoFundMe arrecada mais de $65.000 para aluguel de quinze meses em Charlotte

Johnika Jamison shared her story with USA TODAY in an article posted in December. Her story of homelessness inspired hundreds of readers to reach out, and many donated money to help, raising more than $65,000. Now, Jamison and her family are living in an apartment in Charlotte, North Carolina. Provided/Johnika Jamison
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Johnika Jamison, de 39 anos, vivia em situação de rua com a família há meses, incluindo a filha mais nova de sete meses, em Mother’s Day do ano passado. A sede de estabilidade motivou a buscar ajuda, que chegou de forma inesperada.

Ela, que tem mestrado e atuou como conselheira escolar por uma década, viu a vida se desorganizar após problemas médicos da família contribuírem para a perda de emprego. O grupo ficou separado por semanas e passou uma noite no carro com o bebê.

Jamison contou que se sentia como uma falha para os filhos e que foi difícil visualizar uma saída. O período de incerteza se estendia com reservas de hotéis e deslocamentos constantes.

Apoio público e arrecadação

A reportagem da USA TODAY em Charlotte, Carolina do Norte, gerou resposta maciça. Doações de leitores permitiram à família abrir um GoFundMe que levantou mais de US$ 65 mil durante o Natal e semanas seguintes.

A soma arrecadada possibilitou a locação de um apartamento por 15 meses. Em janeiro, eles já estavam morando na nova casa, com Jamison planejando o retorno à atuação de aconselhamento.

Jamison manteve uma pasta com mensagens de apoio recebidas e diz ter sentido o carinho humano transformador. O recurso financeiro, segundo ela, trouxe esperança real para a família.

Desafios contínuos

Apesar da ajuda, ainda não há solução para a raiz da vulnerabilidade. Jamison busca retomar a carreira de aconselhamento, mas enfrenta dificuldades para manter-se trabalhando sem creche para as filhas.

Ela continua cuidando do marido, que tem esclerose múltipla, e das três meninas, que possuem necessidades médicas diversas. A prioridade é manter a estabilidade já alcançada.

Olhar para o futuro

Além de oportunidades de emprego, Jamison quer voltar a trabalhar fora de casa, não apenas como cuidadora. A meta é manter a trajetória de recuperação sem perder o papel essencial na vida familiar.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que famílias vulneráveis demandam recursos contínuos e acesso ágil a serviços de moradia, saúde e assistência social para evitar recaídas. Jamison segue em busca dessas vias.

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