Jayme Stephen, de 39 anos, passou por uma sequência de eventos que começou com uma lesão aparentemente simples no pé. Ela descobriu ser diabética ainda criança, e uma dente de kibble acabou desencadeando uma infecção grave que evoluiu para sepse. O quadro levou à amputação da perna direita.
Dias após notar o afundamento no solado do pé, a dor aumentou e o pé inchou a ponto de triplicar de tamanho. Mesmo com tratamento, a infecção avançou rapidamente, exigindo três cirurgias no hospital em cinco dias para tentar salvar a vida. O procedimento final foi a amputação.
A internação ocorreu em outubro de 2024, quando Jayme foi levada de ambulância para o Aberdeen Royal Infirmary, na Escócia. Os médicos removeram tecido morto e abriram a sola do pé para avaliação, constatando morte de nervos. A decisão de amputar foi tomada com rapidez para conter a infecção.
Jayme, que gosta de atividades ao ar livre como kayak, descreve a reviravolta como um choque, mas afirma que pretende retomar a vida de aventura como usuária de cadeira de rodas. Ela já iniciou a recuperação de longas mobilidades e busca retornar a atividades físicas.
Segundo a especialista Jenn Hall, da Diabetes Scotland, problemas pequenos nos pés podem evoluir para úlceras, infecções e, em casos graves, amputações. Palermo destaca a importância da autoconsciência, acompanhamento regular e acesso rápido a equipes de cuidado dos pés.
Jayme também compartilha a experiência de lidar com o estigma social ao sair de casa, destacando a necessidade de empatia. Ela incentiva pessoas com diabetes a monitorarem os pés e buscarem atendimento médico ao menor sinal de problema.
A Diabetes Scotland reforça que medir, cuidar e revisar periodicamente os pés é crucial para prevenir complicações. A organização ressalta a importância de equipes de cuidado dos pés e de ações rápidas diante de sinais de problema.
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