Dezenas de milhares de argentinos protestaram nesta terça-feira (12) pelo centro de Buenos Aires e em várias cidades do país contra os cortes no orçamento das universidades públicas promovidos pelo governo de Javier Milei. A mobilização reuniu estudantes, professores, pesquisadores, sindicalistas e líderes da oposição, e terminou na Plaza de Mayo, em frente à Casa de Governo.
Os manifestantes pediram que Milei reverta as reduções orçamentárias aprová-las pelo Executivo. O protesto ocorre em meio a dificuldades econômicas nacionais e a denúncias de corrupção envolvendo o governo. A mobilização foi acompanhada por cartazes e manifestações nas ruas.
Milei assumiu o cargo no fim de 2023 com o compromisso de reduzir o déficit fiscal. Em 2025, o presidente vetou uma lei que garantia um aumento no orçamento para as universidades públicas. O veto foi derrubado pelo Congresso, que rejeitou a medida por ampla maioria, mas o financiamento ainda não foi efetivado.
Desdobramentos legais
O governo acionou o Judiciário com um recurso extraordinário para que o STF determine o financiamento da lei, alegando falta de recursos. O Tribunal Superior terá de decidir sobre a validade da norma diante da recusa do Executivo em viabilizar o aumento previsto. A decisão pode impactar o orçamento educacional.
A atuação das instituições públicas, a resposta do Congresso e a posição do governo ficaram no centro da repercussão política do dia. Autoridades, sindicatos e líderes da oposição destacaram a importância de manter o financiamento para educação superior.
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