Gozo Yoshimasu receberá o prêmio Serpentine x FLAG Art Foundation, no valor de £200.000, equivalente a cerca de US$ 272 mil. Além da soma em dinheiro, o artista terá exposições em Londres e em Nova York como parte do reconhecimento.
O premiado é conhecido principalmente como poeta da cena vanguardista de 1960 em Tóquio. Ao longo da carreira, mesclou poesia com artes visuais, performances, fotografia, áudio e cinema, criando obras que cruzam linguagem, imagem e som.
A premiação envolve a Serpentine Galleries e a FLAG Art Foundation, com anúncio feito por uma banca de jurados. Yoshimasu foi escolhido entre 15 artistas avaliados pela comissão, que incluiu nomes como Hans Ulrich Obrist e Jonathan Rider.
Sobre o vencedor e a premissa do prêmio
A obra de Yoshimasu abrange várias mídias e já integrou mostras internacionais, como a Bienal de Shanghai 2026 e edições da Bienal de São Paulo. A seleção destaca a prática de linguagem que se expande em novas dimensões artísticas.
As exposições itinerantes do artista marcarão sua primeira grande mostra solo na Europa e nos Estados Unidos. A mostra em Londres ocorre no espaço North da Serpentine no outono de 2027, e seguirá para o Chelsea Space da FLAG no início de 2028.
Detalhes do reconhecimento e impacto
O prêmio inaugural foi criado pela FLAG Art Foundation com aporte de £1 milhão, dividido entre cinco artistas a cada dois anos. O objetivo é oferecer liberdade criativa e apoio material para desenvolver obras significativas.
Em nota conjunta, a diretora executiva Bettina Korek e o diretor artístico Hans Ulrich Obrist ressaltaram o papel de Yoshimasu como uma das vozes mais radicais da poesia contemporânea e a importância do prêmio para ampliar o alcance de seu trabalho.
Jurados e contexto da premiação
A comissão avaliadora incluiu Obrist, Jonathan Rider, Michelle Kuo, Venus Lau e Rirkrit Tiravanija. A escolha visa incentivar intercâmbio entre Nova York e Londres e ampliar oportunidades para artistas de diferentes origens.
O anúncio reforça a aposta de Serpentine e FLAG em dialogar com públicos globais por meio de artistas de fronteira entre poesia, som e imagem, mantendo o foco na diversidade de práticas e territórios.
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