Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Marcha de estudantes protesta contra cortes promovidos por Milei

Marcha Nacional Universitária protesta contra cortes no orçamento, destacando queda real de recursos e risco para pesquisa, ensino e hospitais universitários

A demonstrator holds a sign that reads "The pencils write every day", as Argentine university workers and students attend a march to protest against public university defunding, in Buenos Aires, Argentina May 12, 2026. REUTERS/Cristina Sille
0:00
Carregando...
0:00

Estudantes, professores, funcionários e reitores de universidades argentinas realizaram a quarta Marcha Nacional Universitária nesta terça-feira (12) em Buenos Aires, para defender a educação e as pesquisas públicas. O ato ocorreu na Praça de Maio, com apoio da FUA, da Frente Nacional de União Universitária e do CIN.

Os manifestantes criticaram o congelamento orçamentário, a perda do poder de compra e o descumprimento da Lei de Financiamento Universitário, alegando impacto direto no funcionamento das instituições. A mobilização aponta que os cortes afetam atividades de pesquisa, extensão e hospitais universitários.

Relatórios apontam queda real nos gastos com ensino superior entre 2023 e 2025, estimada em 29%, o que representa o nível mais baixo desde 2006. O orçamento de 2026 é visto como continuidade desse quadro, com bancos oficiais citando redução de transferências acima de 45% desde 2023.

Segundo Franco Bartolacci, reitor da Universidade Nacional de Rosário, as universidades operam com apenas 0,4% do PIB, o que, somado aos cortes, compromete o financiamento. Em Mendoza, a reitora Esther Sánchez relatou que o salário de um professor em tempo integral é de 1,5 milhão de pesos mensais, valor considerado insuficiente para sustentar uma família.

Há uma disputa institucional em curso. A Lei 27.795, aprovada em outubro de 2025 após derrubar veto presidencial, prevê atualização de dotações e reajustes salariais. O Poder Executivo suspendeu a implementação, citando falta de fontes de financiamento, decisão parcialmente revertida por liminares e atualmente sob análise do Supremo Tribunal.

Enquanto o debate institucional segue, a comunidade universitária sustenta que os cortes colocam em risco pesquisa, extensão e o funcionamento de hospitais universitários, além de afetar serviços educacionais em diversas regiões. O movimento mantém a defesa da educação pública como prioridade pública.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais