A quarta manifestação universitária desde o início da gestão de Javier Milei ocorreu nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, em Buenos Aires, com atos em cidades importantes da Argentina. Professores e estudantes protestam contra cortes no orçamento da educação superior e cobram a implementação de uma lei de financiamento. O governo afirma buscar equilíbrio fiscal, o que tem impactado investimentos no setor.
Segundo relato de correspondentes, a mobilização reuniu representantes do meio acadêmico, sindicatos e entidades estudantis. A pressão acontece após mudanças orçamentárias anunciadas pelo governo, que mantêm o foco no superávit fiscal. A pauta principal é a obrigatoriedade de repassar recursos estáveis ao sistema universitário e atualizados pela inflação.
A lei de financiamento, aprovada pelo Congresso em 2024 e novamente em 2025, busca reverter cortes e reajustar salários. O governo, porém, tem resistência em aplicá-la, citando responsabilidade fiscal. A Justiça já decidiu a favor das universidades em duas instâncias; o Supremo Tribunal Federal aguarda decisão.
A discussão envolve impactos salariais e financeiros. Dados oficiais indicam queda de 45,6% no financiamento desde dezembro de 2023 e perda de 33,7% do poder de compra dos docentes. Hospitais universitários também enfrentam atraso de recursos em 2026.
O Conselho Interuniversitário Nacional, que reúne 64 instituições, lidera a mobilização, com apoio de sindicatos como CGT e CTA. Organizações sociais e partidos de oposição também participaram, citando tentativa de desmontar a educação pública.
A sondagem pública mostra elevada desaprovação ao governo Milei. Pesquisas recentes indicam índices de rejeição acima de 60%, e a percepção de gestão ruim entre a população permanece elevada, alimentando a insatisfação.
A prefeitura de gastos estimados aponta que a participação de 64 instituições envolve cerca de 2,1 milhões de estudantes. Questões de salários, inflação e recursos continuam a alimentar o discurso de déficit no financiamento da educação superior.
Atingidos pela inflação, servidores públicos e aposentados também registram perdas salariais. Estimativas apontam quedas de até 35% para alguns grupos, agravando a insatisfação social no país.
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