A Justiça Federal revogou a prisão preventiva de MC Ryan SP e determinou a soltura do funkeiro, em decisão na tarde desta quarta-feira (13). O habeas corpus foi estendido ao empresário Henrique Alexandre Barros Viana, o “Rato”, já beneficiado em regime semelhante na segunda-feira (11).
A soltura de MC Ryan deverá ocorrer mediante medidas cautelares impostas pelo tribunal. Entre elas estão o comparecimento a todos os atos do processo, a proibição de deixar a cidade sem autorização, o comparecimento mensal em juízo e a entrega do passaporte, se houver risco de fuga.
Diogo Santos de Almeida também foi alcançado pela medida. Ambos estavam presos preventivamente no âmbito da investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro relacionada ao setor de entretenimento.
Operação Narco Fluxo
A investigação teve início com a análise de um backup na nuvem de Rodrigo Morgado, apontado como contador do esquema. Dados obtidos em investigação anterior contribuíram para a apuração, ligada à Operação Narco Bet.
Para ocultar a origem dos recursos, a organização usava o chamado escudo de conformidade, envolvendo artistas e influenciadores digitais para legitimar transações milionárias. A lavagem tinha três eixos: pulverização, dissimulação e interposição de terceiros.
A PF estima um fluxo financeiro de até R$ 260 bilhões, com sequestro de ativos e bloqueio de valores. Ao todo, foram 200 policiais, 45 mandados de busca, 39 de prisão temporária, em nove estados e no Distrito Federal.
Foram apreendidos aproximadamente R$ 20 milhões, veículos de luxo, armas, dinheiro em espécie, joias e o bloqueio de saldos em corretoras de criptomoedas. Entre os presos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Chrys Dias, Débora Paixão e Raphael Sousa Oliveira.
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