Renata Ceribelli, jornalista de 62 anos, participou de um painel no São Paulo Innovation Week ao lado de sua filha, Marcella Ceribelli, de 35. O tema discutiu estigmas geracionais, saúde mental e como mudar a percepção sobre o que significa envelhecer. O evento ocorreu entre quarta e sexta-feira no Pacaembu e na FAAP, reunindo mais de 2 mil palestrantes. A conversa ocorreu no formato: mãe e filha, com foco no diálogo entre gerações.
O painel, intitulado De mãe para filha: a comunicação que ninguém nos ensinou, abordou como o medo de envelhecer afeta a saúde mental, principalmente entre mulheres. As anfitriãs destacaram a necessidade de ressignificar a palavra velha para valorizar a maturidade e promover uma velhice ativa, sem interrupções na vida.
Segundo análise apresentada, o Brasil vive um processo de envelhecimento acelerado, impulsionado pela longevidade. A reportagem aponta que o país não pode mais se considerar jovem diante de projeções demográficas, com expectativa de planejamento de vida ainda maior após os 65 anos.
Perspectivas de gerações distintas
Renata defende a ideia de que o envelhecimento deverá entrar cada vez mais no debate público, especialmente em temas de saúde, trabalho e bem-estar. A apresentado enfatiza que o país precisa acompanhar esse ritmo de mudança para evitar viés etário.
Marcella, por sua vez, atua no universo digital orientando conteúdos para públicos com interesses específicos. A dupla destacou que as diferenças entre carreira televisiva e produção de conteúdo online não representam antagonismo, mas distintas formas de atuação profissional.
Dinâmica entre mãe e filha
A conversa mostrou que as trajetórias são distintas, mas não conflituosas. Renata afirma que a experiência da filha rejuvenesce o próprio ritmo de atuação, mantendo-a conectada ao tempo presente. Já Marcella ressaltou a importância de manter um olhar voltado para o futuro, sem abandonar a vivência de décadas anteriores.
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