O julgamento Musk v. Altman continua, e o tribunal da Justiça Federal na região norte da Califórnia registrou um detalhe inusitado: cadeiras e encostos adicionais para os advogados e executivos das defesas. A sala do juiz Yvonne Gonzalez Rogers tem vários bancos de madeira reservados para a OpenAI e a Microsoft, com almofadas grossas de várias marcas, usadas por cerca de 10 pessoas, entre as quais o CEO da OpenAI, Sam Altman, e o general counsel Che Chang.
Entre quem tem utilizado os itens de conforto, destacam-se Greg Brockman, presidente da OpenAI, e sua esposa, Anna Brockman, que passaram a maior parte do julgamento com almofadas brancas. As etiquetas que aparecem nas peças sugerem a origem de alguns itens na marca Coop, vendida por kits de travesseiros de enchimento alternativo, com preço sugerido de 35 dólares por par. Há registros de um assistente de Brockman levando uma bolsa roxa para a sala, contendo uma almofada para cada um.
A reportagem descreve ainda o comportamento de outros participantes da audiência, incluindo o futurista da OpenAI, Joshua Achiam, que chegou a ocupar a cadeira de Brockman sem ter imediatamente uma almofada disponível, mas acabou recebendo uma das almofadas pretas ao longo do dia. A OpenAI não respondeu de imediato a contatos para comentar o tema.
Analistas ouvidos pelo veículo apontam que o uso de almofadas não é comum em tribunais, mas não é inteiramente incomum em julgamentos de longa duração. A parte central do processo envolve acusações entre Musk e Altman, com o foco na condução das empresas e nas relações entre as partes envolvidas, incluindo representantes da OpenAI e da Microsoft, que compõem a defesa.
O debate sobre o conforto das pessoas presentes ocorre em meio a uma audiência que tem capacidade de lotação próxima de 150 pessoas, com cerca de 90 lugares em cadeiras. O julgamento prossegue, e o tribunal seguirá com a análise de possíveis sanções em futuras sessões, sem previsão de encerramento improvisado.
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