Gloria Caulfield, executiva do setor imobiliário, proferiu o discurso de formatura da Universidade da Flórida Central (UCF) para a turma da College of Arts and Humanities e da Nicholson School of Communication and Media, em 8 de maio. A fala abordou a inteligência artificial como a próxima revolução industrial, direcionando-se a graduados de áreas criativas como cinema, animação e produção de mídia. A plateia formada por milhares de formandos reagiu com vaias durante a reflexão inicial.
Caulfield tentou reorientar o tom da cerimônia, pedindo permissão para continuar a fala após a reação da audiência. O momento gerou surpresa entre os presentes e gerou cobertura local, com destaque para o contraste entre o tema proposto e o contexto criativo da faculdade. A repercussão inicial destacou o desacordo entre o currículo de artes e a visão de IA apresentada pela palestrante.
Reação da plateia e desdobramentos
Alguns formandos apareceram diante da câmera expressando que a temática tecnológica não traduz o foco acadêmico da faculdade de artes e humanidades. O público universitário, em grande parte composto por estudantes de produção de mídia, cinema e comunicação, ponderou que a discussão sobre IA pode exigir uma abordagem diferente em um ambiente voltado à criatividade.
Entre os formandos, o graduando Ethan Lubin, de 22 anos, disse que o tema poderia ter repercussões interpretativas negativas para áreas criativas, o que explicaria a reação adversa. Lubin afirmou que o contexto acadêmico das artes não é o mesmo de setores mais técnicos, o que justifica certa resistência a discutir IA de forma generalizada naquele momento.
Entre na conversa da comunidade