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Caso de estupro de Harvey Weinstein termina com júri nulo

Caso de estupro de Harvey Weinstein encerra-se em mistrial após júri não chegar a veredito; juiz determina prazo de trinta dias para decidir novo julgamento

Harvey Weinstein.
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Foi registrado um impasse em um júri de Nova York, encerrando de forma parcial o caso de estupro contra Harvey Weinstein por motivo de falta de acordo entre as deliberações. O julgamento terminou com um veredito impossível, resultando em um mistrial. O juiz Curtis Farber declarou o impasse e deu prazo de 30 dias para que os procuradores decidam sobre uma eventual quarta ação.

Este é o terceiro processo movido contra Weinstein por suposto estupro de uma mulher. Weinsten, hoje com 74 anos, já havia sido condenado na primeira instrução em 2020, sentença que foi anulada por um tribunal superior. A segunda sessão também terminou sem consenso. O terceiro julgamento começou em 21 de abril, no State Supreme Court de Manhattan, com Farber presidindo. Segundo o The New York Times, quase 20 testemunhas foram ouvidas.

A acusação é de crime de classe E, com pena máxima de até quatro anos de prisão em Nova York. Em junho do ano passado, o júri teve veredictos divergentes em duas acusações de ato sexual criminoso, condenando Weinstein em uma, e absolvendo na outra.

Em maio de 2025, Jessica Mann disse ao júri que conheceu Weinstein em uma festa entre 2012 e 2013. Ao longo do contato, ele passou a pedir massagens; ela inicialmente recusou, mas acabou realizando sexo oral após ele dizer que não a deixaria sair do quarto sem que ela fizesse algo. Em março de 2013, afirmou ter sido pressionada a manter relações sexuais.

Mann voltou a depor em 28 de abril, diante de novas perguntas. O Times destacou que ela evitou contato visual com Weinstein durante parte do depoimento, descrevendo que repetidas vezes disse não e tentou deixar o local. A oitiva durou cinco dias.

A defesa apresentou uma nota escrita por Mann dois dias após alegado ataque, na qual questiona se não teria se entregue emocionalmente a alguém. A nota, citada pela Times, não mencionava estupro e foi mencionada pela primeira vez nos três julgamentos.

Mann, em declaração após o impasse, disse à Rolling Stone que abriram mão de tudo para falar a verdade e que Weinstein utiliza assessorias de imprensa e outros recursos para intimidar. Ela afirmou ter mantido o relato público mesmo diante de perdas pessoais.

Em janeiro, Weinstein e a defesa indicaram ao juiz Farber que cogitavam aceitar um acordo, desde que pudesse cumprir pena de forma concorrente à já cumprida. Meses depois, ele negou as acusações de estupro em entrevista.

Weinstein ainda enfrenta 16 anos de prisão na Califórnia, após ser considerado culpado por estupro naquele estado. Ele está recorrendo dessa condenação.

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