A empresária Mila Xaves ganhou motivação após um caso de feminicídio em fevereiro, em Campos Altos (MG), envolvendo sua prima Priscila Beatriz Assis Teixeira. A vítima foi assassinada após recusar a negociação de compra de um celular pelo suspeito. A tragédia impulsionou Mila a criar uma ferramenta de proteção.
A ideia é transformar o celular em um canal discreto de pedido de socorro. O +Mulher funciona sem precisar tocar no dispositivo nem manter o aparelho aberto, atuando em segundo plano e a distância de alguns metros, mesmo com o telefone bloqueado.
O projeto nasceu da experiência de Mila no setor tecnológico, com apoio dos engenheiros Pedro Gandra e André Oliveira. Eles desenvolveram um sistema que aciona contatos de emergência cadastrados pela usuária assim que o alerta é acionado.
Inicialmente, até cinco contatos receberão notificações insistentes com a localização em tempo real da vítima. A proposta é reduzir o tempo de resposta e facilitar a mobilização de ajuda próxima, com planos de integração futura às autoridades de segurança pública.
Além do atendimento emergencial, a plataforma prevê a criação de uma comunidade com conteúdos educativos e palestras online. O objetivo é ampliar a conscientização, prevenção e apoio às mulheres vulneráveis, fortalecendo a rede de suporte dentro da app.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta aumento de feminicídios no país em 2025: 1.568 vítimas até o momento, alta de 4,7% em relação a 2024. Desde 2015, já foram registradas 13.703 mortes pela violência de gênero.
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