O Tribunal do Júri de Gravataí condenou um homem a 31 anos, um mês e dez dias de prisão pela tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. O crime ocorreu em abril de 2019, durante o puerpério da vítima, e teve como motivação a insistência do agressor em manter o relacionamento. A denúncia aponta invasão da residência e disparo contra a cabeça da mulher, com a intenção de inviabilizar defesa ou fuga.
A violência foi testemunhada pela mãe da vítima e pelo filho do casal, que tinha apenas três meses na época. O juiz Daniel de Souza Fleury, responsável pelo julgamento, determinou a execução provisória da pena e determinará uma indenização de cem salários mínimos à vítima como reparação.
A condenação teve as qualificadoras de motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. A decisão reforçou a gravidade das consequências, incluindo sequelas graves da agressão e risco de vida durante o tratamento.
A vítima precisou passar por duas intervenções cirúrgicas para retirar o projétil e realizar reconstrução facial, além de enfrentar sequelas neurológicas e emocionais. Relatos médicos indicam que uma terceira cirurgia poderá ser necessária.
A pena foi fixada de imediato, mas ainda cabe recurso. O caso segue para os trâmites legais, com a defesa da vítima mantendo o direito de contestar a decisão.
Condições da vítima
A paciente chegou ao hospital em estado crítico, apresentando paralisia temporária e complicações que exigiram atendimento multidisciplinar. Nas últimas etapas da recuperação, foram observadas dores constantes e dificuldades que impactam o cotidiano e a saúde mental.
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