O pai de um estudante de medicina morto por um policial militar em São Paulo relatou uma sequência de ocorrências em cerca de 40 dias. Júlio Cesar Acosta Navarro afirma ter sofrido furto de carro, contato de uma mulher que alegou violência doméstica e invasão de casa da família. Os fatos teriam ocorrido entre março e maio de 2024.
O furto do veículo aconteceu no estacionamento do InCor, no Hospital das Clínicas da USP, em 29 de março. Navarro disse que o carro foi levado de forma ousada, e que, na sequência, recebeu contatos de dois homens indicando onde o veículo estava.
No dia 26 de abril, uma mulher identificada como Dalila Prado, que seria ex-companheira de um policial, ligou para a família pedindo ajuda, citando violência doméstica e insinuando que a vítima seria a única saída. Ela alegava estar em risco.
No último episódio, em 9 de maio, a residência da família foi invadida após plantões realizados por profissionais de saúde. Todas as roupas foram afastadas, havia restos de objetos roubados e um computador desapareceu.
A SSP-SP informou que a Polícia Civil investiga os três episódios por meio do 14º e 27º Distritos Policiais. As apurações buscam esclarecer a relação entre os acontecimentos e a possível participação de agentes.
Segundo a SSP, a possibilidade de ligação entre os casos será analisada durante as investigações. O InCor ainda não se manifestou sobre o assunto.
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