O retorno dos fones de ouvido com fio ganhou força em 2026, impulsionado pela nostalgia e pela fadiga diante da hiperconectividade. O mercado dos cabeados cresceu 20% nos EUA desde o segundo semestre de 2025, após anos de queda. A tendência também desponta nas redes sociais, com conteúdo sobre wired headphones alcançando milhões de visualizações.
A explicação vai além do charme vintage. A praticidade de conectar sem baterias, sem atualizações ou quedas de sinal atrai quem cansou da tecnologia sem fio. Ouvir música vira uma experiência direta, simples e estável, sem dependência de Bluetooth.
A influência da moda
Na moda, o acessório ganhou status. Em 2019, Bella Hadid popularizou os earbuds brancos em looks minimalistas, virando referência estética. Hoje, nomes como Lily-Rose Depp, Zoë Kravitz, Zendaya e Kaia Gerber ajudam a consolidar o visual despojado com fio.
Marcas de luxo também entraram na discussão. Balenciaga incluiu fones com fio em campanhas, enquanto Chanel lançou uma versão ultraluxuosa de headphones cabeados, ampliando o alcance do item como objeto de estilo.
Aspectos técnicos e culturais
Nas redes, os fios são vistos como símbolo de autenticidade e descomplicação. Conteúdos que associam o acessório a um estilo de vida espontâneo costumam ganhar espaço entre jovens e adultos. Do ponto de vista técnico, especialistas destacam a qualidade sonorapara cenários sem compressão ou atraso, com boa relação custo-benefício.
A volta dos fones com fio evidencia uma dualidade: nostalgia estética e preferência por áudio estável. Consumidores apreciam a simplicidade, a ausência de bateria e a resistência a falhas de conectividade, que costumam ocorrer em dispositivos sem fio.
Publicado em VEJA de 15 de maio de 2026, edição nº 2995, mantenha-se atento para novas informações sobre o tema. Fonte: VEJA.
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