A Pinakotheke apresenta em São Paulo a maior coleção já reunida no Brasil de surrealismo, com 100 obras de 60 artistas. A mostra fica no casarão de Higienópolis, com 180 m² de espaço expositivo, durante três meses. A inauguração ocorre na segunda-feira, dia 18, na nova sede da galeria na capital.
A seleção reúne obras de criadores europeus e de Américas, incluindo peças raras, como um cartão aquarelado comemorativo assinado por Dalí em 1968. A curadoria busca oferecer visão global do movimento, que ganhou novas leituras além da Europa.
A exposição destaca o papel do surrealismo no Brasil e no continente americano, com salas dedicadas a artistas latino-americanos. Entre eles, a mineira Maria Martins, que conviveu com Breton e Duchamp, é retratada em uma ala exclusiva.
Segundo o curador Tadeu Chiarelli, não existe um único surrealismo, mas uma sensibilidade que atravessa gerações. A mostra reúne nomes como Ismael Nery, Alberto da Veiga Guignard e figuras da América Central, México e Caribe, evidenciando influências diversas.
Exposição e contexto
A mostra é inédita no país, reunindo obras de mestres do estilo em um único espaço. Além da dimensão museológica, o projeto celebra a abertura da nova sede da Pinakotheke em São Paulo.
Organização e objetivo
A curadoria enfatiza a diversidade regional do surrealismo, buscando demonstrar variações e fusões com outras correntes artísticas. A galeria ressalta que a viagem pela exposição revela múltiplas leituras do subconsciente.
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