O FBI investiga uma série de mortes suspeitas envolvendo cientistas de renome, a pedido do Congresso. Entre os casos, está o de Nuno Loureiro, 47 anos, físico português ligado ao MIT, morto a tiros na porta de casa em dezembro, em Portugal.
Cláudio Valente, ex-colega de Loureiro e da mesma geração, é apontado como autor. A trajetória dele inclui o afastamento dos estudos na mesma instituição e um sumiço que durou anos, antes de retornar de forma violenta.
Duas décadas após os estudos no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, Loureiro seguiu carreira nos EUA e Valente reapareceu nos Estados Unidos. Em Brown University, Valente cometeu um massacre que matou dois estudantes e feriu nove, para então assassinar Loureiro dois dias depois.
A investigação do FBI informou que, diante de fracassos repetidos, Valente apresentou quadro de paranoia e distúrbio mental grave, levando-o a recorrer à violência para punir o que via como responsáveis por sua queda. A apuração aponta que o criminoso se suicidou ao ser cercado pela polícia.
A relação entre os casos tem sido associada a leituras literárias de Dostoiévski, especialmente a novela O Duplo, que trata do confronto entre um indivíduo e seu sósia, e de como a dimensão do inimigo interno pode levar a ruínas. A análise também observa que o litígio entre identidade e reconhecimento é tema central da obra.
Ainda conforme o relatório do FBI, o distúrbio mental de Valente, agravado por ressentimento e inveja, contribuiu para a escalada violenta. As autoridades destacam a necessidade de avaliar padrões comportamentais de figuras de alta qualificação técnica em ambientes acadêmicos e de pesquisa.
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