A vila de Pomerode, no Vale do Itajaí, é reconhecida como a mais alemã do Brasil. Em 1863, imigrantes da Pomerânia chegaram à região, entre Blumenau e Joinville, para fundar um assentamento ligado à colônia Blumenau. Plantaram, criaram animais e ergueram casas no estilo enxaimel.
Durante a Segunda Guerra, o governo de Getúlio Vargas proibiu o alemão. Fachadas foram reformadas para disfarçar a origem, e o idioma ficou restrito ao interior das casas. Hoje, a cidade tem selo de patrimônio alemão e é oficialmente a mais alemã do Brasil.
Patrimônio e idiomas cooficiais
A cidade adota o alemão como cooficial desde 2010, e o pomerano ganhou esse status em 2017 pela Lei nº 2.907. Pomerode é o único município do estado com dupla cooficialização, ao lado do português. O dialeto pomerano persiste em áreas rurais do Testo Alto.
Cerca de 233 edificações em estilo enxaimel compõem o patrimônio do município, com 50 casas tombadas na Rota do Enxaimel, que tem 16 km de extensão. Placas bilíngues sinalizam ruas e prédios, e clubes, igrejas e grupos folclóricos mantém a tradição.
Atrações e reconhecimento internacional
Em 2022, a Rota do Enxaimel recebeu o selo Best Tourism Villages da ONU, destacando sustentabilidade e impacto na comunidade. Entre as atrações estão o Zoo Pomerode, o Museu Pomerano e o Pórtico do Imigrante Wolfgang Weege.
O município figura entre as melhores do país na qualidade de vida. O IPS Brasil 2025 aponta Pomerode entre Santa Catarina, com pontuação elevada ao lado de Jaraguá do Sul e Florianópolis. A Fiocruz também indica alta qualidade de vida urbana na cidade.
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