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30 mil brasileiros formalizam intenção de doar órgãos

Trinta mil brasileiros formalizaram intenção de doar órgãos pela Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, fortalecendo a política de transplantes no país

Transplante de órgãos
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Pelo menos 30 mil brasileiros já formalizaram a intenção de doar órgãos após a morte por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo). A ferramenta é gratuita e pode ser usada digitalmente em qualquer cartório de notas do país, em um período de dois anos desde sua regulamentação.

A Aedo começou a operar após ser regulamentada em abril de 2024 pelo Conselho Nacional de Justiça. Em caso de morte encefálica, a decisão cabe à família, mas a autorização pode ser formalizada pela pessoa em vida, facilitando o processo de doação.

A iniciativa tem apoio de governos locais, com o Paraná adotando medidas de estímulo aos doadores cadastrados, como benefícios em eventos culturais e esportivos. Em diálogo com a imprensa, o presidente do Colégio Notarial do Brasil ressaltou a consolidação da Aedo como ferramenta de cidadania e de apoio à política de transplantes.

Panorama nacional

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 48 mil pessoas aguardam Doação de órgãos no Brasil. Em 2025, o SUS realizou 31 mil transplantes, o que representa um recorde histórico e alta de 21% ante 2022. As principais categorias são córnea, rim, medula óssea, fígado e coração.

Dados e desdobramentos

Especialistas destacam que a formalização pela internet reduz entraves familiares na decisão de doar. A Aedo facilita o acesso aos registros oficiais, reduzindo burocracia e agilizando notificações aos bancos de órgãos.

Desempenho em números

Com dois anos de operação, a ferramenta já contabiliza dezenas de milhares de cadastros. A expectativa é ampliar o alcance, especialmente em estados com menor adesão, fortalecendo a base de potenciais doadores.

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