Dozens de suspeitos de golpes financeiros, incluindo fraudes sentimentais, foram presos em uma operação conjunta entre autoridades europeias e africanas. A investigação desvendou redes criminosas que atuavam no Reino Unido, na Nigéria e em outros países, com uso de fraudes online e lavagem de dinheiro. A operação Seraphim resultou em 31 prisões até o momento.
A ação foi liderada pela City of London Police, com participação do Cyber Defence Alliance, da National Crime Agency e da Polícia Federal da Nigéria. As buscas ocorreram em várias cidades, incluindo a região de Canary Wharf, em Londres. Desse conjunto, parte dos alvos vendia dados bancários e fornecia serviços para facilitar crimes financeiros.
Entre os itens apreendidos, foram encontrados dois relógios Rolex e 3 mil libras em dinheiro na residência de um suspeito no Midlands. A investigação também envolve redes que instruíam criminosos por meio de plataformas online, compartilhando técnicas para criar sites falsos de bancos, ocultar contas e lavar recursos.
O foco principal é a chamada fraude romântica, em que golpistas cultivam relacionamentos por meses para induzir as vítimas a transferirem dinheiro. Muitas pessoas foram visadas ao longo dos últimos anos, com casos que ampliaram perdas financeiras e impactos emocionais.
Kirsty Guest, uma das vítimas, perdeu cerca de 80 mil libras após manter contato com um interlocutor que se apresentava como Patrick. Ela relata que a relação começou após um aplicativo de encontros e evoluiu para pedidos de ajuda financeira durante uma suposta viagem de negócios.
Craig Rice, chefe do CDA, afirma que o trabalho conjunto não se resume a vítimas isoladas, mas a redes organizadas que evoluem com tecnologia. A operação envolve cooperação com bancos e forças de segurança para rastrear ativos e identificar criadores de golpe.
Além das prisões, a fiscalização foca na coleta de evidências e na construção de dossiers para encaminhar casos às forças policiais nacionais. A abordagem visa desarticular a infraestrutura que sustenta as fraudes, incluindo o uso de mules e contas de fachada.
Detectives de unidades de inteligência destacam que a complexidade dos golpes online requer ações conjuntas entre agências nacionais e internacionais. O objetivo é interromper atividades criminosas antes que novas vítimas sejam atingidas e ampliar a detecção de criminosos.
Progresso e impactos
As autoridades ressaltam que a repressão a redes de fraude não se limita a abordagens pontuais. A estratégia de cooperação facilita o compartilhamento de informações, a identificação de suspeitos e a recuperação de ativos. O caso Kirsty Guest evidencia o alcance humano do crime.
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