A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira, em uma operação que mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. As investigações apontam que uma transportadora com nome fantasia Lado a Lado atuava como elo entre a creadora de conteúdo e a facção criminosa.
Segundo apurações, a empresa não apenas prestava serviços, mas integrava uma estrutura empregada pelos integrantes do PCC para blindagem patrimonial. A ligação com a organização criminosa seria mantida por meio de atividades de gestão e movimentações financeiras vinculadas aos líderes da facção.
A empresa está sediada em Presidente Venceslau, São Paulo, e fica a cerca de 300 metros da Penintenciária II, onde a cúpula do PCC esteve presa antes de ser transferida. Investigações descrevem o nome fantasia como irônico, dada a proximidade com o presídio, e reconhecem a Lado a Lado como instrumento de lavagem de dinheiro.
Estrutura e liderança por trás da operação
As apurações indicam que os verdadeiros donos eram Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Camacho, o Gordão. Eles supostamente tomavam decisões sobre ativos e estratégias de negócio a partir da prisão, orientando o funcionamento da transportadora.
Entre os indícios, consta o uso de um operador identificado como Everton de Souza, o Player, apontado como gestor financeiro. Ele orientava quais contas deveriam receber percentuais dos lucros destinados aos líderes, conforme as investigações.
Depósitos para duas contas de Deolane teriam ocorrido no contexto de fechamentos mensais do PCC, não por serviços advocatícios legais. A apuração aponta ainda que a influenciadora contribuía para inserir recursos de origem duvidosa na economia formal, mascarando a relação com a organização.
Reação da família e próximos passos
A defesa de Deolane não foi localizada pela imprensa até o momento. Em redes sociais, a irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, afirmou que a prisão atual representa uma perseguição diante de acusações não comprovadas e de narrativas que se repetem.
As autoridades seguem conduzindo diligências para esclarecer o envolvimento de Deolane, bem como a natureza das operações da Lado a Lado e a relação com o PCC. A ocorrência segue sob apuração para confirmar a participação de outros investigados.
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