Oito dias após a explosão ocorrida durante uma obra da Sabesp no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, moradores seguem sob incertezas. Dois mortos, três feridos e diversas residências atingidas marcaram o episódio, cuja perícia ainda investiga as causas.
As áreas com danos variam desde demolição total até interdições parciais. O balanço da Defesa Civil aponta 16 casas condenadas, 22 interditadas parcialmente e 99 liberadas após vistorias. Aproximadamente 2 mil m² de área foram total ou parcialmente destruídos.
O governo Estadual, em parceria com Sabesp e Comgás, atua no atendimento às famílias atingidas. A Sabesp suspendeu temporariamente obras com interferência em redes de gás por 15 dias para revisar procedimentos de segurança e fluxos de atuação. A CDHU avalia alternativas habitacionais para os atingidos, incluindo transferências para apartamentos mobiliados, cartas de crédito e auxílio-aluguel.
Desdobramentos e atendimento às famílias
Ao todo, 65 famílias que viviam em moradias coletivas no conjunto atingido devem passar por mudanças, com 16 já iniciando o processo de realocação. Algumas moram há anos no local e relatam impactos severos nos imóveis e na rotina. Moradores relatam insegurança quanto à estabilidade das estruturas e ao retorno às casas.
A Polícia Civil investiga responsabilidades em inquérito aberto pela SSP-SP, com andamento dito sem prazo para conclusão. O Ministério Público também instaurou apuração para acompanhar acolhimento e custeio de despesas, cobrando medidas preventivas das concessionárias. Até o momento, foram disponibilizados recursos emergenciais e serviços de apoio social.
Panorama dos números e assistência
Foram vistoriados 300 imóveis na região, com 160 serviços de reforma e limpeza realizados pelas empresas envolvidas. Cerca de 770 pessoas receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil. Moradores seguem em hotéis ou em imóveis cedidos pela CDHU, com auxílio psicossocial em andamento. Um posto de atendimento permanece ativo para orientar as famílias.
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